CÂNCER DE MAMA: VAMOS FALAR SOBRE PREVENÇÃO!?

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Falar sobre a prevenção quando se trata do câncer de mama é primordial porque embora não seja completamente possível evitar o seu surgimento, comprovadamente o câncer está ligado a alterações genéticas herdadas ou adquiridas ao longo da vida.

Cultivar bons hábitos de saúde como não fumar, evitar o consumo de bebidas alcoólicas, dormir pelo menos oito horas por noite, praticar exercícios físicos e manter sempre uma alimentação saudável são atitudes que podem ajudar a reduzir os riscos de desenvolver a doença.

– Quando iniciar a realização dos exames de rotina?

É recomendável a realização da mamografia por todas as mulheres a partir dos 40 anos, a fim de garantir o diagnóstico precoce do câncer de mama.

– Qual a importância do histórico familiar?

Apenas 10% dos casos de câncer de mama são hereditários. Assim mesmo, mulheres com histórico de câncer na família em parentes de primeiro grau devem iniciar realização de exames dez anos antes da idade que a parente tinha ao detectar o tumor. Por exemplo, se uma mulher teve um câncer de mama aos 37 anos, sua filha deve iniciar as investigações e fazer o acompanhamento anual a partir dos 27 anos. O médico solicitará os exames mais apropriados em cada caso.

– O que fazer antes dos 40 anos?

As mulheres devem solicitar ao ginecologista ou ao mastologista a realização do exame clínico das mamas, que é um exame de toque, e fazer exames complementares, como ultrassom, mamografia ou ressonância magnética, caso o médico os solicite.

– Qual a importância do autoexame?

A realização do autoexame é importante para que a mulher conheça seu corpo e possa notar qualquer alteração nas mamas, procurando rapidamente um médico para prosseguir com a investigação, caso perceba algo fora do comum. Embora relevante, o autoexame sozinho não é suficiente para detectar precocemente um possível câncer de mama e, em hipótese nenhuma, substitui a realização da mamografia.

– Sobre a ausência de sintomas:

A fase inicial desse tipo de câncer costuma ser assintomática, ou seja, não há sinais evidentes de sua manifestação. Normalmente a doença é descoberta em exames complementares solicitados pelo médico (mamografia, ultrassom ou ressonância magnética).

– Quando há presença de sintomas:

Quando o câncer de mama apresenta sintomas é porque já existe um tumor, normalmente com mais de 1 cm. Algumas alterações físicas podem ser indícios de câncer de mama e, caso se apresentem, um médico deve ser procurado rapidamente, pois só ele poderá solicitar exames complementares e determinar se os sintomas correspondem ou não à doença.

Veja quais são essas alterações:

– Aparecimento de nódulo (caroço) no seio ou na axila. Os nódulos podem apresentar dor ou não, ser duros e irregulares ou macios e redondos;

– Dor ou inversão do mamilo (volta-se para dentro da mama);

– Presença de secreção pelo mamilo, sanguinolenta ou não;

– Inchaço irregular em parte da mama, que pode ficar quente e vermelha;

– Irritação ou retração na pele ou aparecimento de rugosidade semelhante à casca de laranja;

– Vermelhidão ou descamação do mamilo ou da pele da mama;

– Nos casos mais adiantados, pode aparecer uma ulceração na pele com odor desagradável.

 Importante: um nódulo não necessariamente representa um câncer de mama. Grande parte deles são cistos e adenomas benignos, ou seja, não estão relacionados à doença. No entanto, toda alteração suspeita percebida nas mamas deve ser investigada rapidamente junto a seu médico.

A nossa fisioterapeuta, Ana Cristina, recentemente superou um câncer de mama e deixa um recado às nossas leitoras: “Cuide de você e do seu corpo. Faça sempre o autoexame e mantenha suas consultas em dia. Quanto mais cedo a gente descobre maiores são nossas chances de cura.”

Fonte: Femama – Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama

 

 

 

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